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.Parte XVI
Jhord ouviu alguém batendo e anunciando o café da manhã. Ele vestiu o roupão, antes olhou no relógio eram 05h30min da madrugada, nem havia amanhecido estava com muita dor de cabeça. Abriu a porta ainda meio tonto.
Ele não viu quem ou como, apenas sentiu a bala perfurando seu peito como uma flecha em câmera lenta, doía muito. A porta se fechou e ele caiu, esperando os olhos se fecharem e tudo se apagar. A ultima coisa que pensou foi o que nunca quis lembrar a verdade. Judit casada e com filhos, coisas que ele nunca mais poderia fazer nem com outra mulher agora. Ele não queria deixar sua mãe, seu pai, ele queria viver, mas já era tarde demais, e ele não queria que seus pais soubessem o porquê da sua morte, viciado em drogas. Ele por vergonha não pediu ajuda e se endividou. Mas isso não importava mais ele só queria que ninguém fosse até seus pais e contassem isso, não queria mais ninguém morto, ele só desejava que os deixassem em paz. E esse foi seu ultimo pedido e ele não viu mais nada.
F I M.*
* Quero agradecer a todos aqueles que leram *-*
muito obrigada mesmo, desculpe por alguns erros, e se decepcionei com o final ou o no enrredo inteiro, mas enfim... obrigada :D
volteem sempre e em breve novidades por aí ;D
beijoos:*
.Parte XIII
Voltaram do bar, entraram no carro, esquecendo de que antes ele não tinha funcionado, mas quando viram já estavam tentando fazer o carro ligar, e ele ligou. Bill precisava ir até o museu, falar com o chefe que já devia estava impaciente, esperando e lhe explicar a situação, dizer que ele poderia ajudar seu amigo a pagar a divida. Mas para isso ele teria de ir sozinho.
- Jhord! - exclamou Bill chacoalhando-o pelo ombro.- já chegamos ao seu hotel, consegue subir sozinho?
- Ah! Claro. Claaaaaaaro que sim amigo. – Jhord o abraçou.
- Tudo bem, tudo bem, solta. – disse Bill constrangido. - Amanhã sem falta hein? Você me leva lá!- gritou Jhord, já meio alterado pela bebida.
- Claro que sim. – disse Bill, num tom amigável.
Claro que sim pensou ele indo para o antigo museu...
.Parte XIV
Bill estranhou o movimento no antigo museu, mas as luzes estavam apagadas, só havia muito barulho. Ele fechou o carro, deixou lá guardado, o liquido azul. Não iria levar consigo, caso o chefe chegasse a revista-lo.
Foi pé ante pé até a porta enorme de madeira. Abriu-a. E de repente um revolver estava apontado para sua cabeça.
- Olá Jhord! – Disse num tom de satisfação o chefe, que estava logo à sua frente. Que bom vê-lo aqui, mas vejo que não fez o que eu lhe pedi.
O mesmo homem que o chamou em sua casa estava agora atrás dele com o revolver em punho, caso ele tentasse algo.
- Chefe! Disse Bill ainda assustado. Eu realmente não fiz, o cara é gente boa acho que...
- Cale a boca – gritou o chefe interrompendo-o. Qual é Bill? Resolveu dar um de bonzinho agora? Fazer velhos e melhores amigos a essa altura do campeonato?
- Eu só acho que a gente poderia negociar. Disse Bill num tom paciente.
- O problema não é só você não ter feito o serviço e matado o menino, e sim, você ter me roubado.
Bill enrubesceu.
O chefe gargalhou.
- Estúpido! – gritou o chefe. – e sabe qual o preço Bill? Bom, nos vamos ao seu carro, pegamos o liquido e o resto, bem... Você sabe que aquilo é capaz de dissolver um corpo inteiro em menos de 24 horas.
- Sim eu sei. - Disse Bill cabisbaixo.
- Pois então, esse novo liquido ainda não foi testado, e há litros e litros dele em nossos galpões. Então eu trouxe o nosso inventor, Sr. Victor para testar em um humano. Você.
- O quê? Você não pode fazer isso!- disse Bill gritando impaciente.
- Tanto posso como vou, vai ser fácil e não vai deixar vestígios, ninguém vai procurar por você, por que você não tem ninguém. Fácil. – Disse o chefe estufando o peito de satisfação.
- E então? Vamos lá Sr. Victor? – Disse o chefe.
- Claro.
Os homens voltaram com a maleta onde estava escondido o liquido. O chefe pegou, e Victor abriu o tubo, jogou em um copo e mandou Jhord beber. Não havia como revidar nem como apelar. Era engolir e ver tudo se apagar.
Ele sentiu o liquido de cheiro e gosto doce descendo por sua garganta, era delicioso no começo, mas logo depois começou a ter calafrios, sentiu cada órgão seu se diluindo, se contorcendo, ele não pensou em nada. Apenas ouviu.
- Bill, não fique triste ou arrependido por querer ter defendido Jhord, ele também vai morrer, mas do jeito tradicional. Tudo bem ai?
Bill só queria morrer logo, para esquecer do quanto tolo foi em se envolver com aquele tipo e gente, das amizades perdidas de um passado que ele mesmo esqueceu. Bill não ouviu mais nada. Ele só queria partir...