sexta-feira, 2 de abril de 2010

.Parte XVI

Jhord ouviu alguém batendo e anunciando o café da manhã. Ele vestiu o roupão, antes olhou no relógio eram 05h30min da madrugada, nem havia amanhecido estava com muita dor de cabeça. Abriu a porta ainda meio tonto.
Ele não viu quem ou como, apenas sentiu a bala perfurando seu peito como uma flecha em câmera lenta, doía muito. A porta se fechou e ele caiu, esperando os olhos se fecharem e tudo se apagar. A ultima coisa que pensou foi o que nunca quis lembrar a verdade. Judit casada e com filhos, coisas que ele nunca mais poderia fazer nem com outra mulher agora. Ele não queria deixar sua mãe, seu pai, ele queria viver, mas já era tarde demais, e ele não queria que seus pais soubessem o porquê da sua morte, viciado em drogas. Ele por vergonha não pediu ajuda e se endividou. Mas isso não importava mais ele só queria que ninguém fosse até seus pais e contassem isso, não queria mais ninguém morto, ele só desejava que os deixassem em paz. E esse foi seu ultimo pedido e ele não viu mais nada.
                                                         

                                               F I M.*


* Quero agradecer a todos aqueles que leram *-*
muito obrigada mesmo, desculpe por alguns erros, e se decepcionei com o final ou o no enrredo inteiro, mas enfim... obrigada :D
volteem sempre e em breve novidades por aí ;D
beijoos:*



quinta-feira, 1 de abril de 2010

.Parte XIII

Voltaram do bar, entraram no carro, esquecendo de que antes ele não tinha funcionado, mas quando viram já estavam tentando fazer o carro ligar, e ele ligou. Bill precisava ir até o museu, falar com o chefe que já devia estava impaciente, esperando e lhe explicar a situação, dizer que ele poderia ajudar seu amigo a pagar a divida. Mas para isso ele teria de ir sozinho.
- Jhord! - exclamou Bill chacoalhando-o pelo ombro.- já chegamos ao seu hotel, consegue subir sozinho?
- Ah! Claro. Claaaaaaaro que sim amigo. – Jhord o abraçou.
- Tudo bem, tudo bem, solta. – disse Bill constrangido. - Amanhã sem falta hein? Você me leva lá!- gritou Jhord, já meio alterado pela bebida.
- Claro que sim. – disse Bill, num tom amigável.
Claro que sim pensou ele indo para o antigo museu...


.Parte XIV
Bill estranhou o movimento no antigo museu, mas as luzes estavam apagadas, só havia muito barulho. Ele fechou o carro, deixou lá guardado, o liquido azul. Não iria levar consigo, caso o chefe chegasse a revista-lo.
Foi pé ante pé até a porta enorme de madeira. Abriu-a. E de repente um revolver estava apontado para sua cabeça.
- Olá Jhord! – Disse num tom de satisfação o chefe, que estava logo à sua frente. Que bom vê-lo aqui, mas vejo que não fez o que eu lhe pedi.
O mesmo homem que o chamou em sua casa estava agora atrás dele com o revolver em punho, caso ele tentasse algo.
- Chefe! Disse Bill ainda assustado. Eu realmente não fiz, o cara é gente boa acho que...
- Cale a boca – gritou o chefe interrompendo-o. Qual é Bill? Resolveu dar um de bonzinho agora? Fazer velhos e melhores amigos a essa altura do campeonato?
- Eu só acho que a gente poderia negociar. Disse Bill num tom paciente.
- O problema não é só você não ter feito o serviço e matado o menino, e sim, você ter me roubado.
Bill enrubesceu.
O chefe gargalhou.
- Estúpido! – gritou o chefe. – e sabe qual o preço Bill? Bom, nos vamos ao seu carro, pegamos o liquido e o resto, bem... Você sabe que aquilo é capaz de dissolver um corpo inteiro em menos de 24 horas.
- Sim eu sei. - Disse Bill cabisbaixo.
- Pois então, esse novo liquido ainda não foi testado, e há litros e litros dele em nossos galpões. Então eu trouxe o nosso inventor, Sr. Victor para testar em um humano. Você.
- O quê? Você não pode fazer isso!- disse Bill gritando impaciente.
- Tanto posso como vou, vai ser fácil e não vai deixar vestígios, ninguém vai procurar por você, por que você não tem ninguém. Fácil. – Disse o chefe estufando o peito de satisfação.
- E então? Vamos lá Sr. Victor? – Disse o chefe.
- Claro.
Os homens voltaram com a maleta onde estava escondido o liquido. O chefe pegou, e Victor abriu o tubo, jogou em um copo e mandou Jhord beber. Não havia como revidar nem como apelar. Era engolir e ver tudo se apagar.
Ele sentiu o liquido de cheiro e gosto doce descendo por sua garganta, era delicioso no começo, mas logo depois começou a ter calafrios, sentiu cada órgão seu se diluindo, se contorcendo, ele não pensou em nada. Apenas ouviu.
- Bill, não fique triste ou arrependido por querer ter defendido Jhord, ele também vai morrer, mas do jeito tradicional. Tudo bem ai?
Bill só queria morrer logo, para esquecer do quanto tolo foi em se envolver com aquele tipo e gente, das amizades perdidas de um passado que ele mesmo esqueceu. Bill não ouviu mais nada. Ele só queria partir...

quarta-feira, 31 de março de 2010

.Parte IX

Ele pegou seu carro ano 85, verde e enferrujado que ele detestava, ganhou de seu pai, só aceitou porquê não tinha dinheiro suficiente para manter sua casa e utensílios.
Logo já estava na frente do apartamento Park Hyatt, desceu do carro e ficou sentado nas escadarias, passaram doze horas e o homem não saiu do hotel. Voltou para casa.

.Parte X

Jhord acordou novamente bem disposto já eram 9 horas da noite fez uma comida, e foi olhar TV, nada de muito interessante, resolveu ler o jornal da cidade e dormiu novamente e dessa vez nada sonhou.

.Parte XI

Ele voltou novamente para frente do hotel, e dessa vez sentia que o tal homem iria aparecer, ficou olhando a foto, não lhe parecia um cara ruim, e sim muito gentil e amigo.Era a primeira vez que ele sentia isso por alguém, sempre fora sozinho e frio. Distraiu-se e foi quando alguém falou com ele ao pé do ouvido que voltou a si.
- Por favor! Uma informação.
- Pois não?! – disse ele com um sorriso, já reconhecendo quem era.
- Onde fica a faculdade George Washington?
- É bem próximo daqui, umas duas quadras. Você não é daqui é?
- Oh, não, desculpe nem me apresentei. Meu nome é Jhord, Jhord Jhonnson. – ele estendeu a mão,um leve sorriso no rosto, e os dois se cumprimentaram.
- O meu nome é Bill, Bill Kaulitz, a seu dispor.
Esse era o nome ‘dele’, Bill.
- Bom, então você pode me levar até lá?-perguntou Jhord.
- Claro que sim, por favor, vamos dar umas voltas pela cidade e eu posso lhe mostrar o antigo museu.
- Sim capitão. – disse Jhord num tom zombeteiro- Eu estou querendo começar um estagio aqui, vou me formar em jornalismo.
- Olha só, meus parabéns! – disse Bill sorrindo, e fazendo de tudo para que, aquele sorriso, parecesse sincero. - Podemos ir? – perguntou ele, sem disfarçar sua pressa.
- Claro.

.Parte XII

Os dois estavam dentro do carro, quando Bill deu a partida ou melhor, tentou, o carro não quis funcionar.
- Tudo bem Bill, eu vou de ônibus ou táxi. – Disse Jhord.
- Imagine- retrucou Bill rapidamente- Eu o levo, garanto que você só queria conhecer e não é necessário ir hoje, estou certo?
- Claro, deixamos para amanha então!
- Mas poderíamos ir num barzinho, que tem aqui perto.-sugeriu Bill, um sorriso no rosto, na tentativa de fazer Jhord aceitar o convite.
- Seria uma boa, estou morrendo de sede. - concordou Jhord.
E eles foram, e mal sabiam que por poucas horas, seriam inseparáveis. Depois de varias garrafas de cerveja e muita conversa jogada fora, Bill se lembrou do trabalho. Mas como ele poderia matar aquele cara com tantos sonhos, um amor, família, ele tinha ali um amigo, ou talvez, o seu melhor amigo. Ele não poderia fazer isso.

segunda-feira, 29 de março de 2010

.Parte VII

Ele acordou de mau humor, o que não era tão anormal assim. Tomou seu café, leu o jornal da semana passada. Era hoje o dia que iria ver se encontrava a sua vitima, queria conhecer melhor o território e ver como o tal homem se comportava para pensar na sua armadilha. Saiu de casa cedo, levando com ele o seu inseparável mortal Blue, como o chamava.


.Parte VIII
Jhord virou para o lado e dormiu... não tão bem quanto queria. Ele teve um pesadelo.
Sonhou que estava metros e metros abaixo das águas do pacifico segurando a mão de sua mãe e ela lhe olhava com os olhos pesarosos. Ele der repente se viu sozinho e tudo se apagou.
Acordou já eram 09h15min da manhã e estava morrendo de fome, tomou um banho para ver se conseguia esquecer aquele pesadelo horrível.
Deve ser o cansaço. – Pensou ele.
Foi para o refeitório do hotel, tomou café e voltou para o seu quarto, algo lhe incomodava, mas não queria ligar para sua mãe por um sonho bobo. Dormiu de novo.

sábado, 27 de março de 2010

.Parte V


- É urgente, o chefe ta ai.
Ele não reconheceu quem era o homem, mas já sabia de quem era o chamado.

Aliviou-se e respondeu:
- Tudo bem, já está indo.
Saiu porta afora, sabia que o chefe tinha pressa, atravessou a rua e entrou no luxuoso Porsche 911.
- Não posso me atrasar entao vamos direto ao ponto. Riu ironicamente o chefe.
- Ok, vamos lá.
- Tenho um trabalho pra você, bem você sabe, me deve alguns favores, que talvez você nem saiba que me deve.
- Favores? não me lembro de nenhum.
- Logo você saber. o trabalho é o seguinte. você vai para Washington.
- O que? não poderia ser na China ou Austrália?
- Não gostei do seu tom de deboche. Fique sabendo que você não tem que achar longe ou não, as despesas vão ser pagas por mim.
- Desculpa senhor, só quis descontrair.
- Pois não conseguiu, pode sair agora.
- E o que eu ganho com isso?
- Você recebera depois do serviço feito, você vai até o hotel Park Hyatt, e fique esperando o homem, com essas características, que estão neste envelope.
- Esse cara sabe de alguma coisa?
- Claro que não seu idiota.
Ele bufou.
- O que eu faço? Mato ele?
- Leve-o até o galpão onde era o museu, é perto do hotel. Eu vou estar lá.
- Ok

. Parte VI

Jhord chegou no hotel Park Hyatt, seu quarto era de numero 24, abriu a porta largou suas malas em um canto e deu o tradicional pulo na cama fofa e convidativa para uma bela noite de sono.
- Ô coisa boa, não acredito nisso, tudo vai ser diferente, vai ter de ser.

Ele pegou sua carteira abriu-a e puxou a foto de Judit, sua ex namorada, a qual nunca esqueceu, por não entender o porque da sua repentina separação, ele a amava e faria de tudo por ela. E era por ela que ele estava ali, para ser alguém ao seu nível. Mas o que ele não sabia é que ela era feliz, rica e agora casada. Guardou a foto, e ficou olhando para o teto.
.Parte III
Ele observava seu eterno peso na consciência, seu novo arrependimento, um liquido hipnotizante. Mas ele não pensou nas conseqüências quando o roubou do mais poderoso dos mafiosos da Inglaterra. E isso fazia apenas 48 horas.
Ele estava voltando do esconderijo da sua mercadoria quando alguém lhe bateu nas costas.




.Parte IV

- Mãããe! Onde é que você enfiou minhas malas?
- Estão no sol querido!
Jhord estava indo para Washington, fazer um estágio na faculdade George Washington.

- Droga, lá vou eu de novo.
Jhord desceu as escadas abriu o pesado portão de ferro e sentiu o sol entrar por suas veias e de repente se viu no chão, tonto.
- Querido!
Era sua mãe.
- O que aconteceu?
- Não sei mãe só senti uma tontura, não é nada.
Ok vá pegar as malas, se não vai se atrasar.
- Ta bom.
Arrumou as malas, pegou o casaco, beijou seu pai, sua mãe em prantos, e se foi. Mal sabia ele que seria para sempre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

. LIQUID BLUE

. Parte I
Ele era do tipo rude, mas sensual, os traços de seu rosto marcavam um passado difícil, mas já esquecido. Pelo menos superficialmente. Ele era atraente, moreno, olhos amendoados, o perfil perfeito de um assassino. Ninguém desconfiava.
Não era de muitos amigos, não frequentava a sociedade. Não bebia, mas fumava excessivamente, tinha um pequeno laboratório na rua D. Juan Ville, Londres, uma casa velha, própria para não chamar atenção, ali mantinha alguns experimentos, no qual havia um ultimo não resultado de suas pesuisas, mas algo que sempre quiz fazer, pena que era roubado. Era um liquido azul, límpido, profundo, mortal. Valia mais que sua propria vida.

. Parte II
Um dia nublado, cinzento e chuva, típico da inglaterra. Esses motivos eram suficientes para deixar Jhord irritado. Tinha apenas 23 anos, era alto bonito, moreno, os olhos claros. Estava terminando a faculdade de jornalismo, profissão que sempre quisera desde pequeno. Incentivado por seu pai Robert Jhonnson. Já sua mãe Annete sonhara algo diferente para seu primogênito, ela queria um advogado na família, o que nunca agradou Jhord, sempre muito desorganizado, e dificilmente levava algo até o final, sempre foi assim, até com suas namoradas que não foram poucas. Sempre inconstante.