quarta-feira, 31 de março de 2010

.Parte IX

Ele pegou seu carro ano 85, verde e enferrujado que ele detestava, ganhou de seu pai, só aceitou porquê não tinha dinheiro suficiente para manter sua casa e utensílios.
Logo já estava na frente do apartamento Park Hyatt, desceu do carro e ficou sentado nas escadarias, passaram doze horas e o homem não saiu do hotel. Voltou para casa.

.Parte X

Jhord acordou novamente bem disposto já eram 9 horas da noite fez uma comida, e foi olhar TV, nada de muito interessante, resolveu ler o jornal da cidade e dormiu novamente e dessa vez nada sonhou.

.Parte XI

Ele voltou novamente para frente do hotel, e dessa vez sentia que o tal homem iria aparecer, ficou olhando a foto, não lhe parecia um cara ruim, e sim muito gentil e amigo.Era a primeira vez que ele sentia isso por alguém, sempre fora sozinho e frio. Distraiu-se e foi quando alguém falou com ele ao pé do ouvido que voltou a si.
- Por favor! Uma informação.
- Pois não?! – disse ele com um sorriso, já reconhecendo quem era.
- Onde fica a faculdade George Washington?
- É bem próximo daqui, umas duas quadras. Você não é daqui é?
- Oh, não, desculpe nem me apresentei. Meu nome é Jhord, Jhord Jhonnson. – ele estendeu a mão,um leve sorriso no rosto, e os dois se cumprimentaram.
- O meu nome é Bill, Bill Kaulitz, a seu dispor.
Esse era o nome ‘dele’, Bill.
- Bom, então você pode me levar até lá?-perguntou Jhord.
- Claro que sim, por favor, vamos dar umas voltas pela cidade e eu posso lhe mostrar o antigo museu.
- Sim capitão. – disse Jhord num tom zombeteiro- Eu estou querendo começar um estagio aqui, vou me formar em jornalismo.
- Olha só, meus parabéns! – disse Bill sorrindo, e fazendo de tudo para que, aquele sorriso, parecesse sincero. - Podemos ir? – perguntou ele, sem disfarçar sua pressa.
- Claro.

.Parte XII

Os dois estavam dentro do carro, quando Bill deu a partida ou melhor, tentou, o carro não quis funcionar.
- Tudo bem Bill, eu vou de ônibus ou táxi. – Disse Jhord.
- Imagine- retrucou Bill rapidamente- Eu o levo, garanto que você só queria conhecer e não é necessário ir hoje, estou certo?
- Claro, deixamos para amanha então!
- Mas poderíamos ir num barzinho, que tem aqui perto.-sugeriu Bill, um sorriso no rosto, na tentativa de fazer Jhord aceitar o convite.
- Seria uma boa, estou morrendo de sede. - concordou Jhord.
E eles foram, e mal sabiam que por poucas horas, seriam inseparáveis. Depois de varias garrafas de cerveja e muita conversa jogada fora, Bill se lembrou do trabalho. Mas como ele poderia matar aquele cara com tantos sonhos, um amor, família, ele tinha ali um amigo, ou talvez, o seu melhor amigo. Ele não poderia fazer isso.

segunda-feira, 29 de março de 2010

.Parte VII

Ele acordou de mau humor, o que não era tão anormal assim. Tomou seu café, leu o jornal da semana passada. Era hoje o dia que iria ver se encontrava a sua vitima, queria conhecer melhor o território e ver como o tal homem se comportava para pensar na sua armadilha. Saiu de casa cedo, levando com ele o seu inseparável mortal Blue, como o chamava.


.Parte VIII
Jhord virou para o lado e dormiu... não tão bem quanto queria. Ele teve um pesadelo.
Sonhou que estava metros e metros abaixo das águas do pacifico segurando a mão de sua mãe e ela lhe olhava com os olhos pesarosos. Ele der repente se viu sozinho e tudo se apagou.
Acordou já eram 09h15min da manhã e estava morrendo de fome, tomou um banho para ver se conseguia esquecer aquele pesadelo horrível.
Deve ser o cansaço. – Pensou ele.
Foi para o refeitório do hotel, tomou café e voltou para o seu quarto, algo lhe incomodava, mas não queria ligar para sua mãe por um sonho bobo. Dormiu de novo.

sábado, 27 de março de 2010

.Parte V


- É urgente, o chefe ta ai.
Ele não reconheceu quem era o homem, mas já sabia de quem era o chamado.

Aliviou-se e respondeu:
- Tudo bem, já está indo.
Saiu porta afora, sabia que o chefe tinha pressa, atravessou a rua e entrou no luxuoso Porsche 911.
- Não posso me atrasar entao vamos direto ao ponto. Riu ironicamente o chefe.
- Ok, vamos lá.
- Tenho um trabalho pra você, bem você sabe, me deve alguns favores, que talvez você nem saiba que me deve.
- Favores? não me lembro de nenhum.
- Logo você saber. o trabalho é o seguinte. você vai para Washington.
- O que? não poderia ser na China ou Austrália?
- Não gostei do seu tom de deboche. Fique sabendo que você não tem que achar longe ou não, as despesas vão ser pagas por mim.
- Desculpa senhor, só quis descontrair.
- Pois não conseguiu, pode sair agora.
- E o que eu ganho com isso?
- Você recebera depois do serviço feito, você vai até o hotel Park Hyatt, e fique esperando o homem, com essas características, que estão neste envelope.
- Esse cara sabe de alguma coisa?
- Claro que não seu idiota.
Ele bufou.
- O que eu faço? Mato ele?
- Leve-o até o galpão onde era o museu, é perto do hotel. Eu vou estar lá.
- Ok

. Parte VI

Jhord chegou no hotel Park Hyatt, seu quarto era de numero 24, abriu a porta largou suas malas em um canto e deu o tradicional pulo na cama fofa e convidativa para uma bela noite de sono.
- Ô coisa boa, não acredito nisso, tudo vai ser diferente, vai ter de ser.

Ele pegou sua carteira abriu-a e puxou a foto de Judit, sua ex namorada, a qual nunca esqueceu, por não entender o porque da sua repentina separação, ele a amava e faria de tudo por ela. E era por ela que ele estava ali, para ser alguém ao seu nível. Mas o que ele não sabia é que ela era feliz, rica e agora casada. Guardou a foto, e ficou olhando para o teto.
.Parte III
Ele observava seu eterno peso na consciência, seu novo arrependimento, um liquido hipnotizante. Mas ele não pensou nas conseqüências quando o roubou do mais poderoso dos mafiosos da Inglaterra. E isso fazia apenas 48 horas.
Ele estava voltando do esconderijo da sua mercadoria quando alguém lhe bateu nas costas.




.Parte IV

- Mãããe! Onde é que você enfiou minhas malas?
- Estão no sol querido!
Jhord estava indo para Washington, fazer um estágio na faculdade George Washington.

- Droga, lá vou eu de novo.
Jhord desceu as escadas abriu o pesado portão de ferro e sentiu o sol entrar por suas veias e de repente se viu no chão, tonto.
- Querido!
Era sua mãe.
- O que aconteceu?
- Não sei mãe só senti uma tontura, não é nada.
Ok vá pegar as malas, se não vai se atrasar.
- Ta bom.
Arrumou as malas, pegou o casaco, beijou seu pai, sua mãe em prantos, e se foi. Mal sabia ele que seria para sempre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

. LIQUID BLUE

. Parte I
Ele era do tipo rude, mas sensual, os traços de seu rosto marcavam um passado difícil, mas já esquecido. Pelo menos superficialmente. Ele era atraente, moreno, olhos amendoados, o perfil perfeito de um assassino. Ninguém desconfiava.
Não era de muitos amigos, não frequentava a sociedade. Não bebia, mas fumava excessivamente, tinha um pequeno laboratório na rua D. Juan Ville, Londres, uma casa velha, própria para não chamar atenção, ali mantinha alguns experimentos, no qual havia um ultimo não resultado de suas pesuisas, mas algo que sempre quiz fazer, pena que era roubado. Era um liquido azul, límpido, profundo, mortal. Valia mais que sua propria vida.

. Parte II
Um dia nublado, cinzento e chuva, típico da inglaterra. Esses motivos eram suficientes para deixar Jhord irritado. Tinha apenas 23 anos, era alto bonito, moreno, os olhos claros. Estava terminando a faculdade de jornalismo, profissão que sempre quisera desde pequeno. Incentivado por seu pai Robert Jhonnson. Já sua mãe Annete sonhara algo diferente para seu primogênito, ela queria um advogado na família, o que nunca agradou Jhord, sempre muito desorganizado, e dificilmente levava algo até o final, sempre foi assim, até com suas namoradas que não foram poucas. Sempre inconstante.